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FESTIVAL CANTO ABERTO

 

HISTÓRICO
 

O ano era 1982, uma geração impulsionada pelos festivais, forma social de alavancar talentos e protestar. Sim! Protestar. O Brasil ainda estava sob a devassa da ditadura militar e mesmo na mídia, alguns artistas eram vigiados de perto pelo dops. A efervescência ainda aguçada pelo Woodstock acontecido em agosto de 69 em Bethel, nos Estados Unidos, pungia as mentes do mundo todo.

 

1980. Festival da nova Música Popular Brasileira, num formato sexta super, prendia o público brasileiro, à frente da tv...

 

1981. Festival MPB-Shell Especial - do Teatro Fênix para todo Brasil. Era muita informação e arte lá e pouca aqui.

 

Já se fazia presente e forte na região, o Festival da Canção de Boa Esperança.

 

1982. Uma cabeça! Uma pessoa. Marco Aurélio de Aquino, então integrante do Rotary Club, família de músicos, filho ingressando na vida artística, também se viu tocado, mas não em assistir, mas em fazer um festival. Mobilizou então seu clube de serviço e, apoiado pelo poder público e seus companheiros, fez nascer neste ano, o primeiro festival canto aberto. Palavras de Marco Aurélio: “a comissão, eram todos os rotarianos e o Olavo Diniz me ajudava a equacionar tudo isso. E foi um sucesso total”.

 

Já no primeiro, sucesso de público. Plantando nos artistas do Brasil todo a vontade de estar em Três Pontas. Estava produzida a catarse. E assim se dava com a população apoiando e os amigos da música como comerciantes, etc. Doavam dinheiro para a composição das premiações. E assim se foi o primeiro.

 

Em 83, entra na festa produtiva Haroldo de Souza Figueiredo Junior contribuindo mais pro lado artístico do festival. Remodelou a arte do cartaz, convocou amigos da produção artística, e com sua sensibilidade e talento abriu o braço da arte e do festival, para que Três Pontas trilhasse caminhos dante imaginados em clubes e casas de festas. Ainda ardia na emoção de muitos o lendário Show do Paraiso de 1977, nosso Woodstock Mineiro. Wagner, Milton, Chico, Clementina e tantos outros!!! Mas agora havia proposta inovadora.

 

E assim se deu as cinco versões do Canto Aberto de 82 a 86 sob a batuta dos incansáveis Marco Aurélio e Haroldinho, apoiados pelo Rotary Clube Três Pontas, passando pelo extinto Cine Ouro Verde, Ginásio Coberto Aureliano Chaves e a lona do circo, no antigo parque de exposições.  

 

De repente se calou e se perdeu. Outros vieram, mas não perduraram. Era necessário algo nosso, que mexesse com nossa gente, que amanteigasse o nosso título de Capital Mundial da Música, que harmonizasse os cidadãos, que se plantasse e deixasse legado.

 

Ano de 2009. A Secretaria de Cultura traz a cara do novo. Sarau, encontro de amigos músicos no Centro Cultural, efervescência... E com esse novo, a proposta do nosso festival escrita em projeto já acalentado há tempos, com pinceladas de uma equipe coesa que, prontamente se juntaram e compraram a ideia que seria muito linda. Muita coisa acontecendo. Cultura vasando pelos poros. Parecia que o festival viria por essas mãos, mas ainda não!

 

Vem a Marolo com a proposta do Festival Música do Mundo; algo grandioso e que precisava ser naquela hora....  Foi! E foi magnifico, esplendoroso! Maria Dolores e equipe da Marolo Produções, cidadãos trespontanos produzindo com a parceria da Secretaria de Cultura, algo além de nossas almas de artistas.

 

Ficou em segundo plano o nosso festival por uma causa mais que justa, mais que louvável.

E o tempo se foi, mas a vontade permanecia. O papel estava pronto, e a necessidade desse algo mais.

 

Ano de 2017. É nomeada uma comissão para execução do tão sonhado festival. Nada por acaso, estava à frente dessa comissão, membros da equipe de 2009.

 

Fatos e atos levam pelas mãos do destino, um novo chefe do executivo municipal que, sabiamente, dá sinal verde aos sonhadores. O papel dá lugar ao fato. O dinamismo da equipe, vontade e determinação incessantes, proferem em ações o filho.

 

Ano de 2018. Resurge o nosso festival. O tão sonhado Festival da Canção de Três Pontas. Que por suas tramas e fios continuou emaranhado e dá sequência a um sonho deixado e reconstruído, constituindo-se pra muitos anos adiante.

 

Assim não poderia ser diferente… FESTIVAL CANTO ABERTO DE TRÊS PONTAS é uma realidade que agora vem para a sua 7ª edição, trazendo cultura e arte, através da música, dos contos, esculturas e fotografias.

 

Memórias que serão eterniadas no patrimônio cultural de nossa terra. 

 

Sonhar é uma parte de nós que não descansa; Sonhar é um alimento primordial tanto quanto o pão de cada dia; Sonhar é a luz que abre-se aos olhos do homem;

 

Para o artista o sonho é a salvação da alma, a dependência química. E ver o sonho tomar corpo é como um sopro de vida a mais.

 

Aqui o sonho se materializou com toda alquimia e forma que se pode esperar dele.

 

E, de todas as formas da arte, o FESTIVAL CANTO ABERTO abre as portas de Três Pontas para respirar cultura em todos os níveis.

 

 

Bem-vindos a II Semana Cultural e ao VII Festival Canto Aberto.

 

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